Tratamento capilar

Tipos de alopecia: quais são e como diferenciar cada um

Existem vários tipos de alopecia, cicatriciais e não cicatriciais. Veja quais são, como cada um aparece e quais têm cura, num guia direto para diferenciar.

Dermatoscópio de tricoscopia ao lado de três amostras de fios distintas sobre fundo verde-oliva, representando os tipos de alopecia
Existem vários tipos de alopecia, e a tricoscopia ajuda a distinguir cada padrão.

“Alopecia” não é uma doença só: é um nome guarda-chuva para vários tipos de perda de cabelo, cada um com causa, aparência e prognóstico diferentes. Saber qual é o seu tipo é o que define o tratamento certo, e a boa notícia é que a maioria dos tipos tem controle ou é reversível. Este guia organiza os principais tipos de alopecia de forma direta, para você entender as diferenças. Para o panorama completo da condição, veja antes o guia geral da alopecia.

A divisão que explica tudo: cicatricial ou não

Antes de listar os tipos, vale entender a separação mais importante, porque é ela que decide se o cabelo pode voltar:

A diferença que muda o prognóstico

Não cicatricial

Folículo
Continua vivo, só não produz bem
Recuperação
Possível: o cabelo pode voltar
Exemplos
Androgenética, areata, eflúvio telógeno

Cicatricial

Folículo
Destruído e substituído por cicatriz
Recuperação
Definitiva na área; foco é estabilizar
Exemplos
Frontal fibrosante, líquen plano pilar

Nas cicatriciais, o diagnóstico precoce é decisivo para preservar o que existe.

Os principais tipos de alopecia

Tipos de alopecia lado a lado

TipoComo apareceReversível?
Androgenética Entradas, coroa ou afinamento difuso Sim, com controle contínuo
Areata Falhas redondas repentinas Sim, na maioria dos casos
Eflúvio telógeno Queda difusa após um gatilho Sim, tratando a causa
Por tração Falhas onde o penteado repuxa Sim, no início
Cicatriciais Placas lisas ou recuo frontal Não; dá para estabilizar

Classificação simplificada; há subtipos. O diagnóstico do tipo exige avaliação médica.

Alopecia androgenética

A mais comum de todas, popularmente chamada de calvície. É genética e hormonal: os folículos sensíveis vão se afinando (miniaturização). No homem, avança pelas entradas e pela coroa; na mulher, aparece como afinamento difuso que preserva a linha da frente. Não tem cura definitiva, mas tem controle contínuo que estabiliza a perda e pode recuperar densidade. Detalhes em calvície androgenética, a mais comum.

Alopecia areata

Doença autoimune que causa falhas arredondadas de surgimento rápido, às vezes em barba, sobrancelhas e cílios. O folículo é preservado, então o cabelo pode voltar (repilação), muitas vezes primeiro fino e claro. É crônica e imprevisível, e as formas extensas respondem mais devagar. Entenda em queda de cabelo em placas (areata).

Eflúvio telógeno

Queda difusa e intensa que aparece semanas depois de um gatilho (parto, cirurgia, infecção, dieta, estresse). Assusta pelo volume, mas o folículo continua vivo: na maioria dos casos, o ciclo se normaliza quando a causa é corrigida. Pode coexistir com a androgenética e “revelar” uma queda que passava despercebida.

Alopecia por tração

Causada por penteados apertados, tranças e química agressiva ao longo do tempo. Começa reversível; mantida a agressão por anos, pode evoluir para cicatricial e definitiva. Aliviar a tração cedo é o que preserva os fios.

Alopecias cicatriciais

Grupo que inclui a alopecia frontal fibrosante e o líquen plano pilar. Aqui a inflamação destrói o folículo, então a perda é definitiva na área, e o objetivo é estabilizar o quanto antes.

Outros tipos

Ainda existem formas como o eflúvio anágeno (queda rápida por quimioterapia), a alopecia por deficiência nutricional, a alopecia senil (do envelhecimento) e as formas extensas da areata (totalis e universalis). Cada uma tem manejo próprio.

Tipos de alopecia na mulher

Alguns tipos têm cara própria na mulher: o padrão feminino (afinamento difuso com repartição alargada), o eflúvio telógeno (comum no pós-parto) e a frontal fibrosante (na pós-menopausa). Reunimos isso no guia de alopecia na mulher.

Como saber qual é o seu tipo

A olho nu, muitos tipos se confundem. O caminho seguro é a avaliação médica com o exame do couro cabeludo (tricoscopia), o exame que amplia o couro cabeludo e diferencia os quadros (miniaturização na androgenética, pelos em ponto de exclamação na areata, perda das aberturas foliculares nas cicatriciais). Exames de sangue entram para investigar tireoide, ferro e outras causas. Em casos duvidosos, a biópsia confirma.

O ponto mais importante: quanto antes o tipo é identificado, melhores as chances de preservar os fios, principalmente nas formas cicatriciais, que não voltam atrás.

O tratamento muda conforme o tipo

Por isso descobrir o tipo importa tanto: o mesmo sintoma (“queda de cabelo”) pede caminhos diferentes. A androgenética responde a estimulantes de crescimento e a bloqueio hormonal; a areata, a medicamentos que modulam o sistema imune; o eflúvio telógeno, à correção da causa (ferro, tireoide, estresse); as cicatriciais, a anti-inflamatórios para frear a inflamação. Tratar “no escuro”, sem diagnóstico, costuma atrasar o que realmente funcionaria e desperdiçar meses preciosos, sobretudo nos quadros que não voltam atrás.

Perguntas frequentes

Quantos tipos de alopecia existem?

Existem dezenas de formas catalogadas, mas na prática elas se organizam em dois grandes grupos: as não cicatriciais (folículo vivo, com potencial de recuperação) e as cicatriciais (folículo destruído, perda definitiva).

Qual é o pior tipo de alopecia?

Não há um “pior” universal, mas as formas cicatriciais preocupam mais porque a perda é definitiva. Por isso o diagnóstico precoce é tão importante nelas.

Como saber qual tipo de alopecia eu tenho?

Só a avaliação médica confirma. A tricoscopia diferencia os tipos com precisão, e exames de sangue ajudam a investigar causas associadas.

Qual o tipo de alopecia mais comum?

A alopecia androgenética (calvície), de origem genética e hormonal, é a causa mais frequente de perda de cabelo em homens e mulheres.

Diferenciar o tipo de alopecia faz parte do cuidado com a saúde capilar da Renasce: tricoscopia para o diagnóstico, exames quando indicados e um plano para o seu caso.

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Conteúdo educativo, revisado por Dr. Matheus Abdalla (CRM-PR 44914), médico da Clínica Renasce em Curitiba. Este texto é informativo e não substitui a avaliação médica individual; diagnóstico e tratamento dependem de consulta.

Quer entender se esse cuidado faz sentido para você?

A avaliação médica é o caminho para decidir com segurança, contexto e acompanhamento.

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