Tipos de alopecia: quais são e como diferenciar cada um
Existem vários tipos de alopecia, cicatriciais e não cicatriciais. Veja quais são, como cada um aparece e quais têm cura, num guia direto para diferenciar.

“Alopecia” não é uma doença só: é um nome guarda-chuva para vários tipos de perda de cabelo, cada um com causa, aparência e prognóstico diferentes. Saber qual é o seu tipo é o que define o tratamento certo, e a boa notícia é que a maioria dos tipos tem controle ou é reversível. Este guia organiza os principais tipos de alopecia de forma direta, para você entender as diferenças. Para o panorama completo da condição, veja antes o guia geral da alopecia.
A divisão que explica tudo: cicatricial ou não
Antes de listar os tipos, vale entender a separação mais importante, porque é ela que decide se o cabelo pode voltar:
A diferença que muda o prognóstico
Não cicatricial
- Folículo
- Continua vivo, só não produz bem
- Recuperação
- Possível: o cabelo pode voltar
- Exemplos
- Androgenética, areata, eflúvio telógeno
Cicatricial
- Folículo
- Destruído e substituído por cicatriz
- Recuperação
- Definitiva na área; foco é estabilizar
- Exemplos
- Frontal fibrosante, líquen plano pilar
Nas cicatriciais, o diagnóstico precoce é decisivo para preservar o que existe.
Os principais tipos de alopecia
Tipos de alopecia lado a lado
| Tipo | Como aparece | Reversível? |
|---|---|---|
| Androgenética | Entradas, coroa ou afinamento difuso | Sim, com controle contínuo |
| Areata | Falhas redondas repentinas | Sim, na maioria dos casos |
| Eflúvio telógeno | Queda difusa após um gatilho | Sim, tratando a causa |
| Por tração | Falhas onde o penteado repuxa | Sim, no início |
| Cicatriciais | Placas lisas ou recuo frontal | Não; dá para estabilizar |
Classificação simplificada; há subtipos. O diagnóstico do tipo exige avaliação médica.
Alopecia androgenética
A mais comum de todas, popularmente chamada de calvície. É genética e hormonal: os folículos sensíveis vão se afinando (miniaturização) [fonte]. No homem, avança pelas entradas e pela coroa; na mulher, aparece como afinamento difuso que preserva a linha da frente. Não tem cura definitiva, mas tem controle contínuo que estabiliza a perda e pode recuperar densidade. Detalhes em calvície androgenética, a mais comum.
Alopecia areata
Doença autoimune que causa falhas arredondadas de surgimento rápido [fonte], às vezes em barba, sobrancelhas e cílios. O folículo é preservado, então o cabelo pode voltar (repilação), muitas vezes primeiro fino e claro. É crônica e imprevisível, e as formas extensas respondem mais devagar. Entenda em queda de cabelo em placas (areata).
Eflúvio telógeno
Queda difusa e intensa que aparece semanas depois de um gatilho (parto, cirurgia [fonte], infecção, dieta, estresse). Assusta pelo volume, mas o folículo continua vivo: na maioria dos casos, o ciclo se normaliza quando a causa é corrigida [fonte]. Pode coexistir com a androgenética e “revelar” uma queda que passava despercebida.
Alopecia por tração
Causada por penteados apertados, tranças e química agressiva ao longo do tempo. Começa reversível; mantida a agressão por anos [fonte], pode evoluir para cicatricial e definitiva. Aliviar a tração cedo é o que preserva os fios.
Alopecias cicatriciais
Grupo que inclui a alopecia frontal fibrosante e o líquen plano pilar. Aqui a inflamação destrói o folículo, então a perda é definitiva [fonte] na área, e o objetivo é estabilizar o quanto antes.
Outros tipos
Ainda existem formas como o eflúvio anágeno (queda rápida por quimioterapia), a alopecia por deficiência nutricional, a alopecia senil (do envelhecimento) e as formas extensas da areata (totalis e universalis). Cada uma tem manejo próprio.
Tipos de alopecia na mulher
Alguns tipos têm cara própria na mulher: o padrão feminino (afinamento difuso com repartição alargada), o eflúvio telógeno (comum no pós-parto) e a frontal fibrosante (na pós-menopausa). Reunimos isso no guia de alopecia na mulher.
Como saber qual é o seu tipo
A olho nu, muitos tipos se confundem. O caminho seguro é a avaliação médica que investiga o tipo, com o exame do couro cabeludo (tricoscopia), o exame que amplia o couro cabeludo e diferencia os quadros (miniaturização na androgenética, pelos em ponto de exclamação na areata, perda das aberturas foliculares nas cicatriciais). Exames de sangue entram para investigar tireoide, ferro e outras causas. Em casos duvidosos, a biópsia confirma.
O ponto mais importante: quanto antes o tipo é identificado, melhores as chances de preservar os fios, principalmente nas formas cicatriciais, que não voltam atrás.
O tratamento muda conforme o tipo
Por isso descobrir o tipo importa tanto: o mesmo sintoma (“queda de cabelo”) pede caminhos diferentes. A androgenética responde a estimulantes de crescimento e a bloqueio hormonal; a areata, a medicamentos que modulam o sistema imune; o eflúvio telógeno, à correção da causa (ferro, tireoide, estresse); as cicatriciais, a anti-inflamatórios para frear a inflamação. Tratar “no escuro”, sem diagnóstico, costuma atrasar o que realmente funcionaria e desperdiçar meses preciosos, sobretudo nos quadros que não voltam atrás.
Classificar o tipo de alopecia é o primeiro ato de toda consulta capilar do Dr. Matheus Abdalla, porque a divisão que importa ele explica na tricoscopia: alopecias não cicatriciais, onde o folículo está vivo e a recuperação é possível, e cicatriciais, onde o tempo joga contra. Essa fronteira define urgência e prognóstico, e é invisível a olho nu, razão de o exame valer mais que qualquer teste caseiro.
Perguntas frequentes
Quantos tipos de alopecia existem?
Existem dezenas de formas catalogadas, mas na prática elas se organizam em dois grandes grupos: as não cicatriciais (folículo vivo, com potencial de recuperação) e as cicatriciais (folículo destruído, perda definitiva).
Qual é o pior tipo de alopecia?
Não há um “pior” universal, mas as formas cicatriciais preocupam mais porque a perda é definitiva. Por isso o diagnóstico precoce é tão importante nelas.
Como saber qual tipo de alopecia eu tenho?
Só a avaliação médica confirma. A tricoscopia diferencia os tipos com precisão, e exames de sangue ajudam a investigar causas associadas.
Qual o tipo de alopecia mais comum?
A alopecia androgenética (calvície), de origem genética e hormonal, é a causa mais frequente de perda de cabelo em homens e mulheres.
Diferenciar o tipo de alopecia faz parte do cuidado com a saúde capilar de homens e mulheres da Renasce: tricoscopia para o diagnóstico, exames quando indicados e um plano para o seu caso.
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Conteúdo educativo. Este texto é informativo e não substitui a avaliação médica individual; diagnóstico e tratamento dependem de consulta.
Fontes e referências
- Androgenetic alopecia: MedlinePlus GeneticsMedlinePlus (U.S. National Library of Medicine, NIH) · Consulta em 13/08/2026
- Hair loss types: Alopecia areata overviewAmerican Academy of Dermatology (AAD) · Consulta em 13/08/2026
- Hair loss: MedlinePlus Medical EncyclopediaMedlinePlus (U.S. National Library of Medicine, NIH) · Consulta em 13/08/2026
- Telogen Effluvium - StatPearlsStatPearls Publishing (NCBI Bookshelf, NIH) · Consulta em 13/08/2026
- Hairstyles that pull can lead to hair lossAmerican Academy of Dermatology (AAD) · Consulta em 13/08/2026
- Frontal Fibrosing Alopecia - StatPearlsStatPearls Publishing (NCBI Bookshelf, NIH) · Consulta em 13/08/2026
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