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Tipos de olheiras: saber o seu muda todo o tratamento

São 4 os tipos de olheiras: estrutural, vascular, pigmentar e mista. Aprenda a diferenciar, como descobrir o seu e por que cada um pede um tratamento diferente.

Três pedras ovais lisas em tons graduados do areia ao marrom sobre linho marfim
Olheiras pigmentares, vasculares e estruturais pedem tratamentos diferentes.

Toda olheira parece igual no espelho de manhã, mas não é. Existem quatro tipos de olheiras, com causas e tratamentos completamente diferentes. Errar essa classificação é a razão número um de tratamentos de olheira que não funcionam: o que clareia uma pode não fazer nada na outra.

O que são olheiras?

Olheiras são a alteração de cor ou de relevo na região abaixo dos olhos, que dá o aspecto de cansaço. Elas podem ser de cor (a pele ao redor dos olhos escurece), de sombra (um sulco projeta uma sombra) ou uma combinação das duas. Entender de qual se trata é o primeiro passo, e é o que separa um tipo do outro.

Olheira estrutural (ou profunda)

É a sombra criada pela profundidade da calha lacrimal, o sulco entre a pálpebra e a bochecha. Não é cor: é geometria. A luz bate, o sulco sombreia, o rosto parece cansado mesmo bem descansado. É o tipo que costuma responder ao preenchimento com ácido hialurônico, que repõe o suporte e uniformiza a transição da área dos olhos. Em alguns casos, bolsas de gordura na pálpebra acentuam essa sombra e entram na avaliação.

Olheira vascular (ou sanguínea)

A pele fina da região deixa transparecer os vasos sanguíneos abaixo, criando o tom arroxeado ou azulado que piora com cansaço, falta de sono e genética. Preencher não resolve, pode até piorar. O caminho passa por melhorar a qualidade e a espessura da pele, com recursos como bioestimulação adequada à região e tecnologias como luz pulsada para os vasos, além de cuidar dos fatores que a intensificam.

Olheira pigmentar (ou melânica)

Aqui o problema é melanina: excesso de pigmento na pele abaixo dos olhos, mais comum em fototipos mais altos e com forte componente genético. Pode ser agravada por exposição solar, atrito (coçar os olhos) e inflamação. O tratamento envolve despigmentantes (com ativos como vitamina C e niacinamida), fotoproteção rigorosa e tecnologias para clarear, como a luz pulsada. A agulha não é a primeira resposta para as olheiras escuras pigmentadas.

Olheira mista

É a mais comum na prática: a combinação de dois ou mais tipos, por exemplo, uma olheira funda e pigmentada ao mesmo tempo. Ela pede um plano em etapas, tratando cada componente na ordem certa. É por isso que tentar resolver tudo com um único procedimento costuma decepcionar.

Como saber qual é o seu tipo de olheira?

Dá para ter uma pista em casa, com boa luz e a pele limpa:

  • Se ao esticar levemente a pele a cor some, provavelmente é vascular ou pigmentar (cor).
  • Se ao esticar surge uma sombra que continua, há um componente estrutural (relevo).
  • Se a região fica mais marrom, aponta para pigmentar; mais arroxeada, para vascular.

Esses testes ajudam a entender, mas não substituem a avaliação: a classificação correta, principalmente nas olheiras mistas, é feita em consulta.

Olheiras, rinite, sono e genética: o que influencia

Vários fatores intensificam as olheiras, sem serem “a causa” isolada. Rinite e alergias aumentam a congestão dos vasos da região e pioram a olheira vascular, por isso muita gente com rinite tem olheiras mais marcadas. Sono insuficiente, estresse, tabagismo e exposição solar também agravam. E a genética pesa nos três tipos. Cuidar desses gatilhos é parte do resultado.

Skincare ajuda nas olheiras?

Ajuda como complemento, não como solução isolada. Ativos como vitamina C e niacinamida podem clarear e melhorar a qualidade da pele ao redor dos olhos, e o protetor solar diário é indispensável, sobretudo na olheira pigmentar, em que o sol piora o quadro. Mas o skincare tem alcance limitado quando a olheira é estrutural (de sombra) ou vascular: nesses casos, ele entra junto do procedimento certo, não no lugar dele.

Por que o tipo muda o tratamento inteiro

Porque cada olheira responde a um recurso diferente: a estrutural ao preenchimento, a vascular à melhora da pele, a pigmentar ao clareamento. Tratar uma olheira pigmentar com preenchimento, ou uma vascular com agulha, é o erro clássico, e o que mais frustra. Para entender quando o preenchimento é seguro e indicado, veja preenchimento de olheiras é seguro?.

Como a Clínica Renasce avalia

Na Renasce, a avaliação periocular classifica o tipo de olheira antes de indicar qualquer conduta, inclusive quando a resposta certa é não preencher. A partir daí, define-se o plano para o seu caso. Para tirar dúvidas, é só falar com a nossa equipe pelo WhatsApp.

Perguntas frequentes

Quais são os 4 tipos de olheira? Estrutural (ou profunda), vascular (ou sanguínea), pigmentar (ou melânica) e mista, a combinação de mais de um tipo.

Como saber qual é o meu tipo de olheira? Há testes simples em casa (esticar a pele, observar a cor), mas a classificação correta, sobretudo nas mistas, é feita em avaliação médica.

Quem tem rinite tem mais olheiras? A rinite e as alergias aumentam a congestão dos vasos da região e podem intensificar a olheira vascular, sim.

Preenchimento serve para qualquer tipo de olheira? Não. Ele costuma indicar-se na olheira estrutural; nas vasculares e pigmentares pode não ajudar, ou até piorar.


Conteúdo informativo e educativo, revisado por Dr. Matheus Abdalla, CRM-PR 44914. Não substitui a consulta médica: a indicação de qualquer procedimento depende de avaliação individual.

Quer entender se esse cuidado faz sentido para você?

A avaliação médica é o caminho para decidir com segurança, contexto e acompanhamento.

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