Reposição hormonal

Atrofia vaginal: o que é, sintomas e como tratar

Atrofia vaginal: o que é, os sintomas, por que acontece na menopausa e os tratamentos com evidência, do hidratante ao estrogênio local, com avaliação médica.

Atrofia vaginal: o que é, sintomas e como tratar

Atrofia vaginal é o nome que a medicina dá ao afinamento, ao ressecamento e à perda de elasticidade das paredes da vagina e da vulva quando o estrogênio cai. Não é frescura, não é falta de higiene e não é um destino que a mulher precise aceitar calada: é um quadro clínico com causa conhecida e tratamento eficaz. Costuma aparecer na menopausa, mas não só, e faz parte de um conjunto maior de sintomas hoje chamado de síndrome geniturinária da menopausa. Entender o que está acontecendo é o primeiro passo para tratar, e tratar cedo evita que o incômodo vá crescendo.

O que é atrofia vaginal

A parede vaginal depende do estrogênio para se manter espessa, elástica, lubrificada e com um pH ácido que protege contra infecções. Quando o estrogênio diminui, esse tecido afina, fica mais seco, mais frágil e menos elástico. É isso que se chama atrofia vaginal, ou atrofia vulvovaginal quando envolve também a vulva.

A medicina reuniu esse quadro e os sintomas urinários que costumam vir junto sob um nome mais amplo: síndrome geniturinária da menopausa, definida como o conjunto de sinais e sintomas resultantes da deficiência de estrogênio no trato geniturinário, que inclui vagina, vulva, uretra e bexiga [fonte]. Ao contrário das ondas de calor, que tendem a diminuir com o tempo, a atrofia costuma se agravar quanto mais tempo passa sem tratamento [fonte].

Sintomas: da secura à dor

O sintoma mais conhecido é o ressecamento vaginal, aquela sensação de secura que pode vir com ardência, coceira e desconforto no dia a dia. Mas a atrofia vaginal vai além da secura, e muitas mulheres percebem primeiro na vida sexual ou no trato urinário.

Sinais de que pode ser atrofia vaginal

  • Secura e ardência que não passam
  • Coceira ou irritação na vulva
  • Dor ou desconforto na relação
  • Pequeno sangramento após o sexo
  • Urgência ou ardência para urinar
  • Infecções urinárias repetidas

Um ou mais desses sinais merecem avaliação; não são parte inevitável da idade.

A falta de lubrificação pode transformar a relação em algo dolorido, a chamada dor na relação sexual (dispareunia). Outras mulheres notam antes os sintomas urinários, como urgência, ardência ao urinar e infecções urinárias de repetição. Estima-se que a secura atinja cerca de 75% das mulheres com o quadro, a dor na relação por volta de 40%, e os sintomas urinários de 30% a 40% [fonte].

Por que acontece: nem sempre é só a menopausa

A causa mais comum é a queda de estrogênio da menopausa e do climatério, quando os ovários reduzem a produção do hormônio. Mas a atrofia pode surgir em outras situações de baixo estrogênio: no período de amamentação, após a retirada dos ovários, durante tratamentos que bloqueiam o estrogênio (como alguns usados no câncer de mama) e em certas condições hormonais em mulheres mais jovens.

Por isso o ressecamento não é exclusivo de quem já passou pela menopausa, e a idade sozinha não explica tudo. É a avaliação que identifica a causa e separa a atrofia de outras coisas que ardem ou coçam, como as infecções, para não tratar no escuro.

Atrofia com inflamação: quando arde e infecciona

Quando o tecido está muito fino e frágil, ele inflama com facilidade, e é comum a busca por pomada para atrofia com inflamação. Essa vaginite atrófica é a atrofia num grau que já provoca vermelhidão, ardência mais forte e maior chance de infecções.

Tratar a causa, que é o baixo estrogênio, costuma resolver a inflamação pela raiz. Pomadas usadas por conta própria podem aliviar de forma passageira e acabam mascarando o problema. Remédio caseiro não reverte a atrofia: no máximo acalma o sintoma por algumas horas, enquanto a causa continua ali.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é clínico. O médico ouve a história dos sintomas, examina a vulva e a vagina e avalia sinais como o afinamento, a palidez e a perda de elasticidade dos tecidos. Em alguns casos, exames ajudam a descartar outras causas de secura, coceira ou corrimento. Não existe um único exame que feche o diagnóstico sozinho; o que fecha é a escuta atenta somada ao exame.

Atrofia vaginal tem tratamento (e o que funciona)

Sim, e essa é a melhor parte: a atrofia responde bem. As opções se organizam em camadas, do mais simples ao mais específico, sempre guiadas pela avaliação.

Opções de tratamento da atrofia vaginal

OpçãoPara que serveQuando
Hidratante e lubrificanteConforto e lubrificaçãoDesconforto leve
Estrogênio vaginalTrata a causa localQuadro moderado a intenso
Terapia hormonal sistêmicaMenopausa como um todoVários sintomas juntos

A escolha depende da avaliação médica de cada caso, não de uma regra fixa.

Para o desconforto leve, os hidratantes e lubrificantes vaginais são a primeira linha e ajudam a devolver conforto e a facilitar a relação [fonte]. Quando o quadro é moderado ou intenso, o tratamento padrão é o estrogênio vaginal, como o estriol e o promestrieno, aplicado localmente em dose baixa, com melhora que costuma aparecer em duas a quatro semanas e sem elevar de forma significativa o estrogênio do corpo todo [fonte]. Quando a mulher também tem outros sintomas do período, a terapia hormonal sistêmica da menopausa pode entrar no plano. Qual caminho seguir é a avaliação que define.

Atrofia vaginal tem cura?

A resposta mais honesta é que tem controle muito bom, mais do que uma cura definitiva. Como a causa é a falta de estrogênio, o tratamento pede manutenção para o resultado se manter, como acontece com outros cuidados crônicos. Interrompido o tratamento, os sintomas tendem a voltar aos poucos.

Isso não é má notícia: significa que existe um caminho eficaz e contínuo para viver sem o incômodo. O que mais atrapalha não é a falta de tratamento, é o silêncio. Mais da metade das mulheres com o quadro não recebe tratamento, e cerca de 70% sequer chegam a comentar o assunto na consulta [fonte].

O que você leva pra casa

Atrofia vaginal é o ressecamento e o afinamento da parede vaginal pela queda do estrogênio, parte da síndrome geniturinária da menopausa. Ela dá secura, dor na relação e sintomas urinários, tende a piorar se não for cuidada e não é exclusiva da menopausa. Tem tratamento eficaz, do hidratante ao estrogênio local, e o maior obstáculo costuma ser a vergonha de falar. Falar é o começo do tratamento.

Perguntas frequentes

O que é atrofia vaginal?

É o afinamento, o ressecamento e a perda de elasticidade da parede da vagina e da vulva causados pela queda de estrogênio. Faz parte da síndrome geniturinária da menopausa e provoca secura, ardência, dor na relação e sintomas urinários.

Quais são os sintomas da atrofia vaginal?

Os mais comuns são secura, ardência, coceira, dor ou desconforto na relação, pequeno sangramento após o sexo e sintomas urinários, como urgência, ardência para urinar e infecções repetidas. Nem sempre todos aparecem juntos.

Atrofia vaginal tem cura?

Tem controle muito bom com tratamento, mais do que uma cura definitiva. Como depende do estrogênio, costuma exigir manutenção; se o tratamento para, os sintomas tendem a voltar. Com acompanhamento, dá para viver sem o incômodo.

Qual pomada ou creme trata a atrofia vaginal?

O tratamento local mais usado é o estrogênio vaginal, como o estriol e o promestrieno, indicado por avaliação médica. Hidratantes e lubrificantes ajudam no conforto. Pomadas por conta própria podem mascarar o problema sem tratar a causa.

Atrofia vaginal só acontece na menopausa?

Não. A menopausa é a causa mais comum, mas a atrofia também surge na amamentação, após a retirada dos ovários e em tratamentos que reduzem o estrogênio. Por isso o ressecamento pode aparecer antes da menopausa.

Se você se reconheceu nesses sintomas, saiba que secura e dor têm avaliação e têm tratamento. Na Clínica Renasce, a avaliação médica para o ressecamento vaginal da menopausa em Curitiba é presencial no Mossunguê, conduzida com escuta e privacidade. Para agendar, fale com a nossa equipe pelo WhatsApp da Clínica Renasce.

Fontes e referências

  1. Genitourinary Syndrome of Menopause (StatPearls)StatPearls, NCBI Bookshelf · Consulta em 21/08/2026
  2. Síndrome geniturinária da menopausa (Femina, FEBRASGO)FEBRASGO, revista Femina · Consulta em 21/08/2026

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