Cannabis medicinal

Canabidiol Prati-Donaduzzi: o que é, concentrações e uso

O canabidiol da Prati-Donaduzzi foi o primeiro produto de cannabis autorizado pela Anvisa. Veja as concentrações, o que diz o folheto e como é a prescrição.

Capa ilustrativa de Canabidiol Prati-Donaduzzi com embalagem real, frasco e seringa oral.
Embalagem, frasco e seringa oral representam a apresentação do Canabidiol Prati-Donaduzzi.

Se você pesquisou sobre canabidiol em farmácia, provavelmente esbarrou no nome Prati-Donaduzzi. Não é coincidência: esse foi o primeiro produto de cannabis autorizado pela Anvisa no Brasil, em abril de 2020, um marco que ajudou a tirar o assunto da informalidade e a colocá-lo dentro da farmácia comum, com folheto informativo e controle. Este texto explica, de forma neutra e sem propaganda, o que é esse produto, quais são as suas concentrações, o que o folheto do fabricante declara e como funciona a prescrição. A escolha de qualquer produto, vale dizer desde já, é sempre uma decisão médica.

O primeiro produto de cannabis autorizado pela Anvisa

Por muito tempo, quem precisava de canabidiol no Brasil dependia de importação ou de produtos manipulados, com toda a insegurança que isso trazia. A autorização do canabidiol da Prati-Donaduzzi, em abril de 2020, mudou parte desse cenário, ao trazer para a prateleira um fitofármaco derivado da Cannabis sativa com folheto informativo, controle e rastreabilidade.[fonte] Não significa que ele resolve tudo, nem que seja o único caminho, mas foi um passo importante de regulação e acesso.

Um detalhe de nome que confunde muita gente: a Anvisa não dá registro a esses produtos, e sim autorização sanitária, porque o registro é reservado aos medicamentos.[fonte] O próprio folheto avisa que o produto não substitui o uso de medicamentos registrados.

Esse pioneirismo também explica por que a marca aparece tanto nas buscas e nas farmácias. Quando um produto abre um mercado, o nome dele acaba virando quase sinônimo da categoria, o que gera confusão. Conhecer o produto ajuda a separar o que é fato do que é marketing.

Composição: o que o folheto declara

O folheto do fabricante lista como ativo apenas o canabidiol, com óleo de milho e butil-hidroxianisol como excipientes.[fonte] Ele não usa o termo “isolado” e não informa teor de THC. Quando o produto foi autorizado, em 2020, a Anvisa o descreveu como um fitofármaco com até 0,2% de THC. Se você quer entender a diferença entre os tipos de produto, vale ler sobre os tipos de canabidiol, do isolado ao espectro completo, porque a composição muda o comportamento do produto no corpo.

Sobre exames, o folheto é cauteloso: diz que até o momento não há dados na literatura sobre interferência de produtos de Cannabis em exames laboratoriais. Por isso, quem faz exame toxicológico no trabalho ou para a habilitação deve conversar com o médico antes de começar, sem contar com garantia de resultado negativo, e levar à coleta a receita e o relatório do médico para o toxicológico. Explicamos o assunto no texto sobre canabidiol e o exame toxicológico. A escolha do produto depende do caso clínico, e não de uma regra única.

As concentrações: 20, 50 e 200 mg/mL, e o comprimido

O canabidiol da Prati-Donaduzzi é oferecido em diferentes concentrações de solução oral, além de uma versão em comprimidos. A concentração indica quanto canabidiol existe em cada mililitro, e é isso que permite ao médico ajustar a dose sem que o paciente precise tomar volumes muito grandes. Concentrações maiores não são “mais fortes” no sentido de melhores; elas apenas entregam mais canabidiol por gota, o que muda a forma de dosar.

As principais opções lado a lado

ConcentraçãoFormatoObservação
20 mg/mLSolução oralFrasco de 30 mL
50 mg/mLSolução oralFrasco de 30 mL
200 mg/mLSolução oralFrasco de 30 mL
20 mgComprimidoDivisível em 10 mg

Vale um alerta prático: número maior no rótulo não quer dizer produto melhor. Uma concentração alta pode ser exatamente o que um caso pede, e um exagero desnecessário em outro, já que o que se busca é a dose certa de canabidiol, não a quantidade por gota. Trocar de concentração por conta própria, imaginando um efeito mais forte, é justamente o tipo de decisão que atrapalha o tratamento e desperdiça dinheiro. A solução oral vem em frasco de 30 mL com seringa dosadora, o que ajuda na precisão da dose, e o folheto orienta tomar logo após as refeições, porque o alimento melhora a absorção.[fonte] Qual concentração e qual formato fazem sentido é uma definição do médico, que leva em conta o quadro, a dose alvo e a praticidade do dia a dia.

O canabidiol em comprimido: o que muda

Além da solução oral, a Prati-Donaduzzi lançou em outubro de 2025 o canabidiol em comprimido, a primeira forma sólida do tipo autorizada pela Anvisa. Cada comprimido tem 20 mg de canabidiol, com um sulco que permite dividir em duas doses de 10 mg.[fonte] O comprimido traz uma dose fixa de canabidiol por unidade, o que dispensa a seringa dosadora e agrada quem valoriza a praticidade e a padronização. É a mesma substância da solução oral, apenas em uma apresentação diferente: quem busca “canabidiol em comprimido” costuma estar atrás justamente dessa comodidade de uma dose pronta. A escolha entre gotas e comprimido não é sobre qual é melhor, e sim sobre o que se encaixa no caso e na rotina, uma definição que também passa pelo médico. Vale lembrar que, comprimido ou solução, a indicação, a dose e a via de acesso seguem as mesmas regras de prescrição.

O que o folheto diz sobre indicação, e o que está em estudo

Aqui é preciso honestidade e cuidado. O folheto não traz indicação terapêutica. Ele avisa que o produto não possui os estudos clínicos completos que comprovam a sua eficácia e segurança, e que o uso é admitido quando há uma condição clínica definida, outras opções de tratamento se esgotaram e dados científicos sugerem que a Cannabis pode ser eficaz.[fonte]

Em 2022, o Conselho Federal de Medicina chegou a publicar uma resolução que restringia a prescrição de canabidiol a epilepsias refratárias em crianças e adolescentes com síndrome de Dravet, síndrome de Lennox-Gastaut ou complexo de esclerose tuberosa.[fonte] Dez dias depois, a resolução foi suspensa, e a decisão de indicar o canabidiol voltou a ser do médico, dentro das regras da Anvisa.[fonte]

Existe muita pesquisa sobre o uso de canabidiol em outras condições, como ansiedade, distúrbios do sono e transtorno do espectro autista, e é comum que médicos avaliem esses casos individualmente. Mas é importante não confundir pesquisa em andamento com eficácia comprovada. Um bom atendimento explica exatamente em que terreno o seu caso se encaixa, sem prometer o que a ciência ainda não confirmou.

Se a dúvida é se essa marca (ou outra) é a certa para o seu caso, quem responde é o médico que avalia o seu quadro, não o balcão da farmácia. Fale com a equipe da Clínica Renasce pelo WhatsApp.

Precisa de receita, e com retenção

O canabidiol não é um produto de venda livre. A sua compra depende de prescrição médica, e a receita fica retida na farmácia, seguindo as regras de controle da Anvisa para essa classe. Isso vale para todas as concentrações e apresentações. Entender como funciona a receita de canabidiol evita idas perdidas à farmácia e ajuda a organizar o tratamento desde o começo.

Essa exigência não é burocracia à toa: ela existe para garantir que o uso aconteça com acompanhamento, com a dose certa e com o produto adequado ao caso. Comprar por conta própria, sem avaliação, costuma resultar em escolhas que não conversam com o problema real da pessoa.

Quanto custa

O preço do canabidiol da Prati-Donaduzzi varia bastante conforme a concentração e a apresentação. As versões de menor concentração costumam ficar na faixa de algumas centenas de reais, enquanto as mais concentradas podem chegar a valores bem mais altos por frasco.[fonte] Como é um tratamento contínuo, o custo relevante é o do mês, e não o de uma caixa isolada. Vale ainda comparar o custo por miligrama de canabidiol entre as concentrações, e não apenas o preço do frasco, porque uma apresentação mais concentrada às vezes rende mais dias de tratamento e muda a conta final. Programas do fabricante e a via de compra também influenciam, e o médico ou o farmacêutico podem orientar sobre isso. Preço, no entanto, não deve ser o único critério: o que define o valor de verdade é se o produto e a dose são adequados ao seu caso, algo que só a avaliação médica responde.

E as outras marcas de canabidiol?

A Prati-Donaduzzi foi a primeira, mas hoje o mercado brasileiro conta com outras marcas autorizadas e com produtos importados, cada um com concentrações, formatos e composições próprias, do isolado ao espectro completo. Comparar marcas apenas pelo preço ou pela fama é um erro comum, porque o que realmente importa é a composição, a concentração adequada à dose planejada, a qualidade comprovada por análise laboratorial e a adequação ao seu quadro.

Duas pessoas com a mesma condição podem se beneficiar de produtos diferentes, e é por isso que a comparação útil não é “qual a melhor marca”, e sim “qual o melhor produto para o meu caso”. Essa pergunta não se responde na prateleira nem em grupo de rede social: ela se responde na consulta, com o médico avaliando a sua história, os seus exames e os outros medicamentos que você usa.

Sobre o canabidiol da Prati-Donaduzzi, o Dr. Renan Abdalla destaca na consulta o que ele representa no mercado: produto nacional com autorização sanitária, presença em farmácia e preço que a concorrência precisou responder. Na prescrição, vale a régua de sempre: concentração adequada ao caso, custo por miligrama e laudo conferível, critérios que ele aplica igualmente a qualquer fabricante.

Perguntas frequentes

Para que serve o canabidiol Prati-Donaduzzi?

O folheto não traz indicação terapêutica. O uso é admitido quando há uma condição clínica definida, as outras opções de tratamento se esgotaram e há dados científicos que sugerem benefício. Quem decide se ele faz sentido para o seu caso é o médico, sem garantia de resultado.

O canabidiol Prati-Donaduzzi tem THC?

O folheto não informa teor de THC e não usa o termo isolado. Quando o produto foi autorizado, em 2020, a Anvisa o descreveu como fitofármaco com até 0,2% de THC. Para quem faz exame toxicológico, o folheto diz que não há dados sobre interferência em exames, então a conversa com o médico vem antes.

Qual concentração devo usar?

Isso é definição médica. A concentração, seja 20, 50 ou 200 mg/mL, muda a forma de dosar, não a qualidade. O médico escolhe a que permite atingir a dose planejada com mais praticidade e segurança para o seu caso.

O caminho certo é a avaliação médica

Conhecer a marca ajuda, mas escolher o produto, a concentração e a dose é tarefa de quem acompanha o seu caso. Se você está avaliando o uso de canabidiol e ficou em dúvida sobre qual caminho seguir, o passo certo é uma consulta que olhe a sua história por inteiro. Converse com a nossa equipe e conheça a cannabis medicinal com acompanhamento médico na Renasce, com prescrição e orientação dentro das regras.

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Fontes e referências

  1. Primeiro canabidiol brasileiro autorizado pela AnvisaPortal Cannabis e Saúde · Consulta em 25/08/2026
  2. Folheto informativo Canabidiol Prati-Donaduzzi 20, 50 e 200 mg/mLPrati-Donaduzzi · Consulta em 23/09/2026
  3. CFM atualiza resolução sobre a prescrição do canabidiol como terapêutica médicaConselho Federal de Medicina (CFM) · Consulta em 25/08/2026
  4. Anvisa aprova comercialização de primeiro produto à base de CannabisAgência Brasil · Consulta em 23/09/2026
  5. CFM suspende resolução sobre prescrição da Cannabis medicinalAgência Brasil · Consulta em 23/09/2026
  6. Prati-Donaduzzi lança primeiro comprimido de canabidiol do paísSincofarma SP · Consulta em 23/09/2026

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